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12-08-10

Um pouco além de Inception

a origem

Um filme para pensar. O que existe na mente do criador de “A Origem”?

Depois que vi Inception (A Origem) saí do cinema feliz. Com uma pulga atrás da orelha por conta do final que deixou todo mundo na dúvida, mas que por acaso me deixou mais feliz ainda. Como eu adoro filmes que não são completamente lineares e tratam de assuntos relacionados à mente humana, como Matrix (lógico), Amnésia, O Amigo Oculto e até mesmo Sexto Sentido que é mais sobrehumano que humano, resolvi dar uma pesquisada breve no assunto dos sonhos e compartilhar com quem gosta dessas maluquices.

Antes de mais nada, descobri alguns spoilers por aí, como este aqui sobre a trilha do filme, mas só clique se você já viu o filme.

Não quero me estender no assunto sobre o filme, porque ainda quero ver de novo pra reparar nos detalhes.

Vamos às referências:

O cara mais famoso nas pesquisas científicas sobre os Sonhos Lúcidos é Stephen LaBerge, psicofisiologista nascido em 1947. Segundo LaBerge existem técnicas para se recordar dos sonhos, até mesmo interferir nos mesmos e saber exatamente o que que tá rolando por lá, por isso Sonhos Lúcidos.

Algumas das técnicas denominadas de MILD ( mnemonic induction of lucid dreams) permitem que se entre em um sonho com a plena consciência de se estar dentro dele.

Cientificamente falando, estes estudos podem ter fins terapêuticos, como tratar pessoas com pesadelos constantes.

Existem ainda  algumas culturas que usam os sonhos como forma de libertação da alma, ou auto conhecimento, ou como sinais do futuro. Nossa cultura ocidental não é muito voltada para o campo onírico, mas é sempre importante ressaltar que existem sociedades assim. Mas voltando à ciência:

Existem as dicas para testar se você está em um sonho mesmo ou não, descritas no livro de LaBerge.

Sinceramente isso é só pros mais sinistros neste assunto de Sonho Lúcido. Mas o legal destas dicas é que podem ser percebidas no filme:

Sensações no sonho acontecem na realidade. Não precisa ser nenhum mestre pra saber responder a esta pergunta: quando você era criança e fez xixi na cama (eu sei que você já fez), não sonhou estar em algum lugar molhado, tomando banho, nadando, algo assim?!

Geralmente reflexos nos espelhos e textos são meio embaçados nos sonhos. No filme existem acenas com espelhos, mas somente quando alguém finge ser a projeção de outra pessoa. O espelho reflete não a projeção, mas a pessoa de verdade.

Se você dorme ouvindo uma música, repare se a letra se manteve a mesma ou se o tempo é o mesmo. Geralmente não é. Algo me diz que no filme a música é mais lenta nos níveis mais profundos do sonho, mas preciso ver de novo para ter certeza disso.

– Tem a dica do símbolo onírico também, como diz o personagem de Leonardo diCaprio e que tem base científica. Escolha um item para ser seu parâmetro de sonho. Se ficar na dúvida se você está sonhando ou não, você saberá que está quando visualizar seu objeto onírico.

Outras dicas que quero parar para reparar no filme, são as técnicas para prolongar um sonho.

LaBerge testou 2 formas para não se acordar prematuramente durante um sonho:

– Gire o corpo de alguém em torno de um eixo. No filme, vejo isso na cena do hotel em que a gravidade é zero e corpos são enrolados por um fio e levados até o elevador. Lá eles ficam girando.

– Esfregue as mãos. Não sei se o fato de o terceiro nível do sonho ser no gelo tem algo relacionado a isso no filme. Preciso reparar se tem alguém esfregando as mãos de frio por lá.

Tem muitas coisas ainda que podem ser dissecadas em “Inception”, mas fica aqui só o gostinho para os curiosos de plantão.

E para os sonolentos que ainda não viram o filme, um intimato.