Visual e inspiracional

Nel Linsenn e suas bijoux de papel

Posted by Letícia Motta under Arte, Moda on 31 August, 2010

Depois dos acessórios feitos com zíper, apresento-lhes os feitos com papel, pelo artista holandês Nel Linsenn. Os trabalhos não são de hoje, são de 199… mas as exposições em galerias são mais recentes.

Eu usaria um colar destes feliz! Mas bom mesmo seria se não estragassem…

Fica de inspiração pras fashion ladies.

Via Design Fetish

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FIND 2010, o que houve por lá

Posted by Letícia Motta under Design, Sites, Tecnologia, Vídeos on 29 August, 2010

Oi gente, cheguei há pouquíssimo tempo do FIND, Fórum Internacional de Design e Tecnologia Digital, com a realização da @arteccom, que aconteceu hoje na UERJ, Rio de Janeiro. Aproveitando que as informações estão fresquinhas ainda na cabeça, segue um pequeno resumo do que houve por lá. Bom, de cara podemos dizer que muito se falou de mídias sociais, da mistura entre os mundos da comunicação, o offline e online, defendendo a ideia de um multi-line.

Integração, equilíbrio e abrangência seriam as palavras chave das palestras, a meu ver.

Os palestrantes foram:

Michel Lent Schwartzman

Ogilvy, @lent no Twitter

Michel abriu o evento com o tema “O Cyber brasileiro morreu?” e falou sobre a integração de mídias. Com exemplos de cases premiados em Cannes, comentou sobre a classificação das peças em categorias que não necessariamente refletem aquilo que as peças são. Ou seja, um case premiado na categoria cyber, não necessariamente é um banner ou site, mas um vídeo veiculado na internet. E por que não premiá-lo na categoria de vídeos então? Concluiu com isso que atualmente as ideias são multi-classificáveis e que uma boa ideia não depende de dinheiro. Exemplificou com o case Boteco Aurora, abaixo.

Além disso, mostrou o case Nike Plus, premiado em Cannes na categoria Titanium (a categoria surgida para premiar estas peças que não são exatamente uma área específica) em 2007, que integra mundo físico com virtual através de um dispositivo acoplado à sola do seu Nike, que sincronizado com o iPod e o site, permite que você gerencie suas corridas, resultados e evoluções.

Fernando Barbella

BBDO Argentina, @grizzluza no Twitter

A palestra de Fernando Barbella reafirmou o que foi falado por Michel Lent, que não existe mais o Online ou o Offline, mas um Multi-line. Comentou que a tecnologia deve ser invisível falando por si mesma. Ou seja, a ideia usa a tecnologia mas não depende dela, ela se espalha por conta própria, o que faz da tecnologia “invisível”. Fernando usou o vídeo abaixo como exemplo de como nasce um viral.

Seguem abaixo os outros vídeos mostrados: Doritos — Slow Dance e Nike Human — 10k Race.

Joseph Crump

Razorfish, @josephcrump no Twitter

Joseph começou sua palestra com uma imagem interessante de um condomínio de luxo no Morumbi e ao lado uma comunidade de casas humildes. Uma lacuna entre classes sociais e a pergunta: qual dos dois mundos acessa mais a internet? Quem achou que era a classe A, no final se convenceu que não. A Internet vem reduzindo a lacuna entre as classes sociais.

Crump apresentou o novo público usuário que vem se formando no Brasil e América Latina. Um grupo de pessoas de classe média que tem noção da importância da tecnologia e se insere neste universo de formas distintas. Alguns como curiosos, outros como empreendedores, criando Lan-Houses ou se aventurando em empregos surgidos por causa da web, ou como uma nova era que ainda na infância já não se imagina sem o uso de computadores ou celulares.

Focou que o mercado mobile vem crescendo e vai crescer ainda mais, mas que o acesso à Internet via celular ainda é extremamente caro. E que para contornar estas taxas altíssimas de acesso, as pessoas optam pela obtenção de dados via BlueTooth.

Através de gráficos e estatísticas comparou que o uso da internet em locais públicos cresceu e que apesar da TV ainda ser o meio de comunicação mais abrangente, o público quando questionado diz que se sente melhor quando passa 2 horas acessando a Internet do que quando passa o mesmo tempo em frente à televisão.

Concluiu observando que o público feminino é uma grande força na Internet, principalmente neste novo grupo de usuários que se forma, que ele chamou de “Digital Middle Class”.

Mesa redonda

No fim, uma mesa redonda mediada por Marcelo Albagli, da Canvas, @marceloalbagli.

O evento foi muito bom, super válido e gostaria de ter anotado cada detalhezinho para poder compartilhar. Mas quem não foi neste, programe-se para ir no próximo. Certamente estarei lá! ;-)

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Criando uma identidade. O making-of.

Posted by Letícia Motta under Design on 19 August, 2010

Não, não é um tutorial gráfico de Photoshop ou Illustrator pra você fazer um logo cheio de reflexos e efeitos 3D. Isso é um post para lembrar que existem processos antes de meter a mão na tablet pra desenhar. Aliás, são estes processos que vão te ajudar a chegar a uma conclusão sobre o conceito da marca. O que ela precisa representar, o que ela vai, ou não, significar. Além de garantir que não existem outros 9.999.999 designers que já criaram a mesma coisa que você.

O briefing

Ok, você recebeu a missão de criar uma identidade visual. Que irado, várias ideias brotaram na sua mente, você vai pro livro Los Logos ano que vem com suas genialidades, e uau e #NOT. Não adianta você comunicar algo que eu não é o que a empresa quer mostrar. Li em um livrinho dia desses que Comunicação não é o que eu falo, mas o que você entende. Isto também serve para nós, designers. Afinal você não vai estar ao lado de cada um que passar ao lado da sua marca pra defender a sua ideia, né?

Então, antes de tudo, faça um briefing. Conheça a empresa, veja quanto tempo ela tem de mercado, qual a classe social predominante de clientes (A, B, C, D), que tipo de produtos saem mais, se é uma empresa tradicional, moderna, se o público é muito específico ou engloba uma grande parcela da sociedade etc. Não seja tímido e pergunte.

Além de conhecer a empresa, pesquise sobre os produtos ou serviços que ela oferece. Se é uma empresa que vende cadeiras de rodas, por exemplo, entenda como as cadeiras de roda funcionam, quais os modelos, pra que fim se destina cada modelo. Não vai dar para virar um expert em cadeiras de rodas, mas pesquise o essencial para você se sentir confortável sobre o assunto. Assim você pode passar para a fase 2: referências.

Referências e significados

Depois que você está com o seu briefing bem escrito, ansioso para layoutar logo a droga da identidade, você vai pesquisar referências visuais. Aliás, não só referências como significados.

Para isso, indico um livro que titio mandou comprar no primeiro período da faculdade, o “Dicionário de Símbolos, de Jean Chevalier e Alain Gheerbrant”. Este livro tem significados culturais associados a vários símbolos. Isso evita que você cometa gafes como escolher uma cor que para nós representa felicidade e para outra cultura, fracasso.

Pesquise também significados das cores, e busque referências.

Certa vez, pesquisando sobre imagens associadas aos conceitos de infinito, perfeição e equilíbrio, eis que me deparo com milhões de símbolos matemáticos do infinito ∞, claro, e milhões de flores de Lótus. Não dá pra criar mais um símbolo desses, né?

Depois de pesquisa feita, salve suas referências e elabore uma apresentação legal para defender a sua ideia final para o cliente.

Ideias no papel

Agora você deve ter ficado com umas 2 ou 3 ideias na cabeça, e uma falando mais alto, provavelmente.  Pegue um papel e um lápis ( ESQUECE O COMPUTADOR POR ENQUANTO ) e comece a rabiscar. Pense mais nas formas do que nas cores. Afinal um bom logo precisa ser reconhecido quando aplicado em relevo sobre um papel,  numa xerox em preto e branco, numa serigrafia na parede. Trocando em miúdos, comece pensando no logo monocromático.  Claro que atualmente, as marcas costumam ter uma “versão digital”, com suas firulas internéticas, mas a mesma marca, se colocada em preto sobre o branco precisa ter sua forma bem pregnante.

Repare nesta coleção de logos vintage, da época em que não existia o Photoshop e “Bevel and Emboss” (aarrrghh), e veja como a forma é importante. Mestres do design de IDs (identidades) pensavam / pensam assim, como Alexandre Wollner e  Aloísio Magalhães.

Compre uma folhinhas milimetradas e papel vegetal e mande ver no old style.

Finalize a arte

Pelo título não preciso dizer muita coisa. Escaneie suas 2 ou 3 opções finais de marca, e vetorize. Mas vetoriza direitinho, não vai fazer que nem a mão do logo da Copa de 2014 não, hein? :mrgreen:

Pense na paleta de cores, e pense em CMYK, afinal se você fechou a marca com o cliente, você deve ter fechado também o PIV (Programa de Identidade Visual) completo, que inclui papelaria também.  Se você realizou o passo-a-passo direitinho, você já deve ter algumas cores que tem relação com o conceito da sua marca em mente.

Se você utilizar preto, verifique se o CMYK é C 0 M 0 Y0 K 100, para evitar pontinhos desfocados na impressão offset por causa da mistura de todas as cores. Verifique também se na escolha de qualquer cor, os valores de CMYK são inteiros, como 100, 95, 90 e não 98, 92, 87. Afinal para a impressora offset conseguir um tom que é 81% magenta, é mais fácil você colocar logo que é 80%.

Apresente ao cliente

Marque aquela reunião legal, leve seu MacBook Pro (ok, menos, eu também não tenho um), limpe seus óculos e voilá. Com aquela apresentação em pdf, pelo menos (morte ao Power Point) você vai mostrar a sua pesquisa, suas referências, conceitos e ideias finais. Mentalize bastante a solução que você mais gostou, talvez dê certo na hora do cliente escolher.

Frise bem que cada marca possui seu conceito, diferentes, e que não tem como misturar as duas marcas (bom já deixar avisado).

Marca escolhida, aprovada. Pronto. Pague um almoço pros seus amigos e me chame.

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Five Simple Steps, guias práticos sobre Design

Posted by Letícia Motta under Design, Livros on 17 August, 2010

Para quem curte uma leitura boa sobre vários assuntos distintos relacionados a Design, vale comprar os livrinhos (ou um dos…) desta coleção chamada de Five Simple Steps.

Os textos são em inglês e o pagamento em libras (através do PayPal), mas o precinho é bem acessível para baixar o pdf completo, ao invés de comprar o livro impresso e esperar viajar até a sua casa. Lembrando que você pode baixar o pdf resumido para ter ideia do conteúdo de cada livro.

Como são guias práticos, a leitura não parece ser chata nem de encher muita linguiça. Gostei.

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Um pouco além de Inception

Posted by Letícia Motta under Filmes on 12 August, 2010

Depois que vi Inception (A Origem) saí do cinema feliz. Com uma pulga atrás da orelha por conta do final que deixou todo mundo na dúvida, mas que por acaso me deixou mais feliz ainda. Como eu adoro filmes que não são completamente lineares e tratam de assuntos relacionados à mente humana, como Matrix (lógico), Amnésia, O Amigo Oculto e até mesmo Sexto Sentido que é mais sobrehumano que humano, resolvi dar uma pesquisada breve no assunto dos sonhos e compartilhar com quem gosta dessas maluquices.

Antes de mais nada, descobri alguns spoilers por aí, como este aqui sobre a trilha do filme, mas só clique se você já viu o filme.

Não quero me estender no assunto sobre o filme, porque ainda quero ver de novo pra reparar nos detalhes.

Vamos às referências:

O cara mais famoso nas pesquisas científicas sobre os Sonhos Lúcidos é Stephen LaBerge, psicofisiologista nascido em 1947. Segundo LaBerge existem técnicas para se recordar dos sonhos, até mesmo interferir nos mesmos e saber exatamente o que que tá rolando por lá, por isso Sonhos Lúcidos.

Algumas das técnicas denominadas de MILD ( mnemonic induction of lucid dreams) permitem que se entre em um sonho com a plena consciência de se estar dentro dele.

Cientificamente falando, estes estudos podem ter fins terapêuticos, como tratar pessoas com pesadelos constantes.

Existem ainda  algumas culturas que usam os sonhos como forma de libertação da alma, ou auto conhecimento, ou como sinais do futuro. Nossa cultura ocidental não é muito voltada para o campo onírico, mas é sempre importante ressaltar que existem sociedades assim. Mas voltando à ciência:

Existem as dicas para testar se você está em um sonho mesmo ou não, descritas no livro de LaBerge.

Sinceramente isso é só pros mais sinistros neste assunto de Sonho Lúcido. Mas o legal destas dicas é que podem ser percebidas no filme:

- Sensações no sonho acontecem na realidade. Não precisa ser nenhum mestre pra saber responder a esta pergunta: quando você era criança e fez xixi na cama (eu sei que você já fez), não sonhou estar em algum lugar molhado, tomando banho, nadando, algo assim?!

- Geralmente reflexos nos espelhos e textos são meio embaçados nos sonhos. No filme existem acenas com espelhos, mas somente quando alguém finge ser a projeção de outra pessoa. O espelho reflete não a projeção, mas a pessoa de verdade.

- Se você dorme ouvindo uma música, repare se a letra se manteve a mesma ou se o tempo é o mesmo. Geralmente não é. Algo me diz que no filme a música é mais lenta nos níveis mais profundos do sonho, mas preciso ver de novo para ter certeza disso.

- Tem a dica do símbolo onírico também, como diz o personagem de Leonardo diCaprio e que tem base científica. Escolha um item para ser seu parâmetro de sonho. Se ficar na dúvida se você está sonhando ou não, você saberá que está quando visualizar seu objeto onírico.

Outras dicas que quero parar para reparar no filme, são as técnicas para prolongar um sonho.

LaBerge testou 2 formas para não se acordar prematuramente durante um sonho:

- Gire o corpo de alguém em torno de um eixo. No filme, vejo isso na cena do hotel em que a gravidade é zero e corpos são enrolados por um fio e levados até o elevador. Lá eles ficam girando.

- Esfregue as mãos. Não sei se o fato de o terceiro nível do sonho ser no gelo tem algo relacionado a isso no filme. Preciso reparar se tem alguém esfregando as mãos de frio por lá.

Tem muitas coisas ainda que podem ser dissecadas em “Inception”, mas fica aqui só o gostinho para os curiosos de plantão.

E para os sonolentos que ainda não viram o filme, um intimato.

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Seus olhos como você nunca viu

Posted by Letícia Motta under Fotografia on 10 August, 2010

Suren Manvelyan é o nome deste fotógrafo armênio especializado em macro. Formado em Física :o e com a habilidade de tocar 5 instrumentos musicais, entre eles violão, piano e flauta, :shock: ele resolveu fazer uma série denominada “Your beautiful eyes”, para mostrar bem de pertinho nossa ferramenta da visão.  Fascinante.

Fonte: Zupi

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Giha Woo e o fazedor de linha reta

Posted by Letícia Motta under Design on 9 August, 2010

Não é bem uma régua, mas é incrivelmente genial. Um acessório projetado por Giha Woo para ajudar nossas queridas canetas a rabiscarem linhas retas.

Basta acoplar o acessório na sua caneta, e baseado no rolar da bolinha da ponta da esferográfica, ele te diz mais ou menos a distância que a caneta já percorreu.

Bom, queria mesmo é ir ali na papelaria e comprar um agora. Mas por enquanto a gente fica só com as fotos.

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Fotografia Art Nouveau?

Posted by Letícia Motta under Adds, Design, Fotografia, Ilustração on 5 August, 2010

Lindas imagens inspiradas no estilo Art Nouveau de Alphonse Mucha, com créditos do coletivo alemão Mierska-Kluska. Segundo as referências que li, esta série de fotos foi exibida na Plaza Magazine, mas a edição deste mês já mudou … :|

De qualquer forma ficam as imagens, lindas e muito bem executadas, mesclando fotografia com a delicadeza dos traços orgânicos e arabescos que dominaram o design na Belle Époque.

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Na seção de brinquedos ou na de comida?

Posted by Letícia Motta under Fotografia, Toys on 29 July, 2010

Eu sei que já postei algo parecido aqui, sobre fofuras em forma de comida e vice-versa, mas as que postei não eram de crochê ( ou tricô, seilá…).

Percebi que tenho uma queda grande por estas coisinhas, digamos, deliciosas. E catei no Flickr uns álbuns de gente com os mesmos #gordinhafeelings que eu. Bom apetite.

Lá vai:

Comidinhas do álbum de Skymagenta

Álbum de S. Carper. Não é nada tão apetitoso, afinal ainda está congelado, auhauha.

Álbum de Little Emma K, de uma fofura inexplicável.

Se você se empolgou tem mais neste grupo aqui.

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Iconwerk e a criação de ícones

Posted by Letícia Motta under Design on 23 July, 2010

Quem é designer sabe que um ícone também faz parte da identidade visual de uma corporação.

Afinal,  pictogramas são uma maneira de explicar visualmente mensagens, através de formas que permitam a interpretação rápida e objetiva do seu significado, e que sejam legíveis em grandes ou pequenas dimensões.

Por conta disso estes singelos símbolos também merecem sua devida atenção. E atenção e dedicação a gente nota bem no site Iconwerk, portfolio de Stefan Dziallas.  Além de trabalhos para empresas como a Cisco e AOL, ele alimenta também seu canal do YouTube com vídeos bem legais.

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